Escolas Encerradas - Greve de 13 de março de 2015

A Greve dos trabalhadores da Administração Pública deixou sem aulas quase um milhão de alunos de todo o país. Como se pode verificar pela lista abaixo, Jardins de Infância, Escolas do 1.º Ciclo, Escolas Básicas dos 2.º e 3.º Ciclos, Escola Secundárias e Departamentos do Ensino Superior encerraram hoje devido à conjugação da greve de trabalhadores docentes e não docentes. Há cidades onde praticamente não há aulas e localidades em que todos os alunos da EB1 e os mais pequenos, dos jardins de infância, hoje ficaram em casa. Estamos, pois, perante uma grande resposta que é dada pelos trabalhadores da Educação a um governo que tem vindo a impor políticas que fragilizam a organização e funcionamento das escolas públicas e, ao mesmo tempo, levam a uma degradação cada vez maior das condições de trabalho e de vida dos seus profissionais. No que às escolas e aos docentes diz respeito, vai longa a lista de medidas que contribuem para o que antes se afirmou, de onde se destacam, a título de exemplo: O processo em curso de municipalização da Educação; A aplicação da mobilidade especial que, desde ontem, após a saída da primeira lista de requalificação, passou a atingir, efetivamente, os docentes; O congelamento das carreiras, mantendo bloqueadas as progressões ao longo de toda a legislatura; Os cortes salariais que só não foram mais profundos porque o TC o impediu; As profundas injustiças provocadas por um regime de concursos que o MEC recusou alterar; Os sucessivos abusos que estão a ser cometidos sobre os professores, quer no plano dos horários de trabalho, quer em relação a outros aspetos, como a imposição da PACC ou a obrigação de prestar serviço a uma empresa privada estrangeira. Da mesma forma, no ensino superior, a intenção do MEC de não alargamento do período transitório para a conclusão do grau de doutor ou a obtenção do título de especialista, a não aplicação da diretiva comunitária sobre vinculação e remunerações e, também, os cortes no financiamento a muitas unidades de investigação são motivos por que a insatisfação de docentes e investigadores, em muitos casos, se traduziu na adesão à greve de hoje. A luta dos professores vai continuar enquanto estas medidas negativas e as políticas que as determinam não forem efetivamente revertidas.

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Delegação da FENPROF reuniu com o Presidente do CRUP

Uma delegação da FENPROF reuniu no dia 24 de fevereiro com o Presidente do CRUP, Prof. António Cunha, na sequência de um pedido anteriormente enviado após a sua eleição para esse cargo.

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Ensino Superior - FENPROF quer reunir com Ministro

A FENPROF tem acompanhado com muita preocupação as questões relacionadas com o Ensino Superior e a Ciência, registando que, aos problemas antigos que atingem osetor, em alguns casos de forma agravada, se juntam novos problemas que têm sido criados ao longo da legislatura que se aproxima do final.

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