Exames — Fenprof ao lado dos estudantes (24/jul)

26 de julho de 2026

No dia 24 de julho, a Fenprof esteve, uma vez mais, ao lado dos estudantes que se manifestaram junto ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) para denunciar o caos verificado no processo dos exames nacionais e exigir responsabilidades políticas pelas falhas ocorridas. Os estudantes exidiram a demissão de Fernando Alexandre.

O protesto, que reuniu diversas organizações estudantis e juvenis, decorreu no dia em que terminou a 2.ª fase dos exames nacionais. Os estudantes alertaram para o facto de a equidade do processo ter ficado comprometida na 1.ª fase e manifestaram sérias dúvidas quanto à capacidade do MECI em garantir que os mesmos problemas não se repitam. Durante a iniciativa, foram exigidos esclarecimentos e responsabilidades políticas, tendo os estudantes presentes pedido a demissão do ministro da Educação.

A Federação reafirma a sua solidariedade com os estudantes e sublinha que os problemas verificados não se esgotam nas explicações de índole informático. São, antes, consequência do desinvestimento na Escola Pública e do enfraquecimento da capacidade de resposta dos serviços do MECI, em resultado de uma opção política intencional de desmantelar todo um ministério, depauperando-o de recursos materiais e humanos. Além do necessário apuramento de responsabilidades e da adoção de medidas que garantam transparência, rigor e confiança em todo o processo, é cada vez mais urgente o investimento na Educação e na mais que justa e necessária valorização da profissão docente. 

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21 de julho de 2026

Exames — Fenprof solidária com os estudantes! (20/jul)

Os estudantes mobilizaram-se para denunciar os graves problemas ocorridos no processo de classificação e divulgação dos resultados dos exames nacionais, participando em iniciativas realizadas no Porto e em Lisboa (20/jul). A Fenprof marcou, naturalmente, presença solidária.

No Porto, o protesto, promovido por alunos do ensino secundário, realizou-se junto à Escola Artística Soares dos Reis. Foi possível confirmar que muitos deles foram afetados por erros na classificação e na distribuição dos ficheiros das provas. Os alunos manifestaram ainda preocupação quanto à possibilidade de estas falhas se virem a repetir na 2.ª fase dos exames nacionais; de tarde, a concentração deu-se junto ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), na qual o movimento "Voz aos Estudantes", exigiu esclarecimentos e responsabilização política pelas situações verificadas.

Em ambos os espaços, os alunos denunciaram que os problemas ocorridos não podem ser reduzidos a simples falhas informáticas. São, antes, consequência de décadas de desinvestimento na Educação e na Escola Pública e resultam do progressivo desmantelamento da capacidade de resposta do MECI, através da redução de estruturas e recursos humanos, sem a garantia da manutenção da qualidade dos serviços prestados. A situação torna-se ainda mais preocupante quando persistem escolas sem acesso integral às provas e pautas com classificações em falta, precisamente no momento em que os alunos necessitam de informação fiável para poderem tomar decisões relativas às candidaturas ao ensino superior.

A Fenprof reafirma a sua solidariedade com os estudantes e considera indispensável o apuramento de responsabilidades, bem como a adoção urgente de medidas que garantam transparência, rigor, confiança e o pleno funcionamento de todos os procedimentos associados à avaliação externa e ao acesso ao ensino superior.