Manifestação “Mais salário e melhores pensões” (5/abr)
03 de abril de 2025
Dia 5 de abril, a CGTP-IN promove uma manifestação nacional descentralizada: Porto, Coimbra e Lisboa. No Porto, os trabalhadores reunir-se-ão no Campo 24 de agosto, pelas 10 horas, seguindo depois em desfile até à Avenida dos Aliados. Esta é uma Jornada de Luta Nacional da maior importância, pelos salários e os direitos, por melhores pensões, contra o aumento do custo de vida, pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, da segurança social, da saúde, da educação e da habitação.
É urgente mudar de rumo!
É urgente aumentar os salários de forma significativa, recuperar o poder de compra, efetivar o direito da negociação coletiva numa perspetiva de progresso, erradicar a precariedade, valorizar as carreiras e posições, revogar da legislação laboral as normas mais gravosas, nomeadamente as relativas à caducidade da contratação coletiva.
É urgente travar e inverter o ataque aos serviços públicos e às funções sociais do Estado e a sua consequente degradação – salvar e reforçar o SNS, valorizar a escola pública, garantir o direito constitucional à habitação e à proteção social.
A vida dos trabalhadores, dos jovens, dos reformados e aposentados e da população está hoje muito mais difícil. Crescem as dificuldades para garantir uma vida digna, com salários e pensões cada vez mais insuficientes para cobrir os custos da habitação, alimentação e serviços essenciais, a que se juntam as maiores dificuldades para efetivar os direitos à saúde, à educação, entre outros bens.
A continuação de uma política desenvolvida ao serviço dos grupos económicos e financeiros que acumulam lucros escandalosos, contrasta com as profundas desigualdades e injustiças sociais que afetam a maior parte da população. Estes lucros colossais traduzem um nível inaudito de acumulação e concentração da riqueza criada pelos trabalhadores e apropriada por estas e outras empresas à custa da exploração e dos baixos salários.
A política que tem vindo a ser seguida por sucessivos governos não só não resolveu, como agravou os problemas com que os trabalhadores e as suas famílias se debatem. É uma política que privilegia a especulação e os lucros da banca, ao invés de garantir o direito à habitação; que visa pôr em causa o direito à saúde transformando-o num negócio; uma política que corta no investimento público necessário à melhoria dos serviços públicos e às funções sociais do Estado.