Fenprof condena participação do ministro em Jerusalém!

02 de fevereiro de 2026

A Fenprof condena a participação do ministro da Educação em conferência em Jerusalém, numa demonstração clara de que entre opressores e oprimidos, o governo português opta pelos primeiros. Com o ministro da Educação a deixar-se fotografar para propaganda israelita, fica-se a saber que o governo é dado a cortesias para com os mais fortes e desprezo pelos mais fracos.  

Segundo informação publicada pela embaixada de Israel, o ministro da Educação, Ciência e Inovação recebeu o embaixador daquele país, numa iniciativa de boas-vindas, no contexto da participação de Fernando Alexandre na conferência mundial dos ministros da Educação, em Jerusalém, cujo tema central será a inteligência artificial e a Educação, áreas em que Israel tem vindo a praticar crimes contra a humanidade.

A Fenprof lamenta profundamente este comportamento do governo português, o mesmo governo que ficou impávido e sereno perante a utilização abusiva de uma fotografia da Fenprof com a embaixadora da Palestina, numa ação de propaganda da embaixada de Israel e, pior ainda, mudo e quedo se deixou estar perante a recente barragem feita à entrada na Cisjordânia, por parte de Israel, de uma delegação da Internacional da Educação, na qual participava uma dirigente da Federação, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Educação.

Sendo certo que o governo tem toda a legitimidade de condução da política externa do país, a Fenprof não deixa de lamentar profundamente este comportamento. Tem um significado muito especial que um ministro da Educação, depois da neutralidade do seu congénere dos Negócios Estrangeiros face a comportamentos censuráveis da embaixada e de Israel, aceite fazer-se fotografar para uma ação de propaganda israelita e participar numa iniciativa, em Jerusalém, que sempre servirá para branquear a ação desumana e criminosa do atual governo israelita. Fica-se a saber, agora, que o governo português é dado a cortesias para com os mais fortes e desprezo pelos mais fracos.