ESI — Nenhum estudante pode ser prejudicado!
24 de agosto de 2026
Em comunicado de imprensa, a Fenprof saúda o aumento do número de estudantes colocados na 1.ª fase do c oncurso nacional de acesso ao ensino superior deste ano, onde foram colocados 49 991 estudantes, o que representa mais 6 092 do que em 2025, correspondendo a um aumento de 13,9%. A Federação exige, agora, a garantia de que nenhum estudante foi prejudicado, a existência de apoios atempados e o reforço do financiamento das instituições. Contudo, não deixa de registar que apenas 3% dos estudantes colocados sejam oriundos das classes sociais economicamente mais desfavorecidas.
O resultado confirma uma procura significativa do ensino superior em Portugal e reforça a necessidade do Estado investir neste setor, criando condições para que um número maior de jovens possam aceder, permanecer e ter sucesso nos seus estudos. Mostra, também, o impacto das políticas públicas no acesso ao ensino superior. No ano passado, Fernando Alexandre defendia, e recusava rever, alterações que contribuiram para uma quebra significativa das candidaturas, provocando forte contestação e preocupação pública. Perante a evidência de que a redução do acesso se concentrara nos cursos afetados por essas alterações, o governo acabou por recuar e rever as regras. Este ano, o número de candidatos voltou a aumentar significativamente, registando-se o número mais elevado de colocados na 1.ª fase da última década, com exceção do ano atípico de 2020.
No referido comunicado de imprensa, a Fenprof faz uma análise cuidada dos resultados, levando em conta os problemas ocorridos nos exames nacionais deste ano, e avança com três preocupações: i) garantir que nenhum estudante é prejudicado no acesso ao ensino superior; ii) apoiar os estudantes para garantir a sua permanência no ensino superior e o sucesso académico; iii) mais estudantes implica mais financiamento para as instituições. No final, avança com a ideia de que é necessário avaliar, corrigir e investir, exigindo “uma avaliação completa do processo de acesso de 2026 (e) o apuramento de responsabilidades pelo que correu mal”. A Federação reivindica, igualmente, “políticas públicas coerentes e estáveis, que promovam o acesso, combatam o abandono e garantam condições para a permanência e prossecução de estudo” e reclama que o “próximo Orçamento do Estado assegure um reforço efetivo do financiamento público do ensino superior, respondendo ao aumento dos custos e das necessidades das instituições, garantindo as condições necessárias para um ensino e investigação de qualidade, combatendo a precariedade e valorizando efetivamente as carreiras e os salários de docentes e investigadores”.
