1.º CEB — Campanha nacional começa no início de fevereiro (2016)
29 de janeiro de 2016
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desta campanha
Mário Nogueira na apresentação da Campanha
Para travar e alterar o rumo de degradação que tem afetado o 1º Ciclo do Ensino Básico, a FENPROF apresentou a campanha nacional "1º CEB: caminhos para asua valorização", que será "um grito de protesto e exigência", contra o "massacre" sofrido particularmente na última década.
Folheto da Campanha (pdf)
A primeira iniciativa acontecerá já na próxima quarta-feira, dia 3, em Matosinhos.
Em foco estará a constituição de turmas/alunos com necessidades educativas especiais.
O encontro com os jornalistas teve lugar na EB1 Mestre Arnaldo Louro de Almeida, na Praça Nuno Gonçalves, em Lisboa. Estiveram presentes professores do agrupamento e dirigentes da FENPROF, entre os quais o Secretário Geral, Mário Nogueira, o Coordenador Nacional do Departamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico, Manuel Micaelo; Dulce Carvalho (SPGL) e Celeste Duarte (SPRC).
Mário Nogueira fez um balanço da situação que se vive hoje no setor e Manuel Micaelo ("é mesmo urgente respeitar a criança e dignificar os professores") deu pormenores da campanha, que terá como momentos destacados as sessões previstas para Matosinhos (3/02/2016), Coimbra (11/02), Sintra (18/02), Região Autónoma da Madeira (19 e 20/02),Évora (23/02) e Região Autónoma dos Açores (1/03).
O 1.º Ciclo do Ensino Básico, primeira etapa do ensino obrigatório, é essencial no percurso escolar dos alunos. É nele que estes adquirem conhecimentos, desenvolvem capacidades e constroem competências básicas que se manifestarão fundamentais no futuro de cada um, como assinala a FENPROF.
Apesar disso, como sublinhou Mário Nogueira, os governos, em particular o último, desinvestiram completamente neste setor de ensino que hoje vive problemas gravíssimos de organização pedagógica e de capacidade de resposta face às crescentes solicitações com que se confronta.
5 000 escolas encerradas
Os últimos anos foram marcados...
- pelo encerramento de mais de 5 000 escolas do 1º CEB
- pelo retorno das turmas com diversos anos de escolaridade
- pela perda de apoios necessários a milhares de crianças
- por uma organização pedagógica desregulada
- por horários de trabalho (de professores e alunos) desfeitos pela gula economicista do governo anterior
- por um regime de coadjuvação que não o é nem deixa de ser
- pelos mega-agrupamentos que tudo esmagam e por um desrespeito enorme do poder político e de muitos dos chamados superiores hierárquicos em relação aos docentes deste setor.
Não surpreende, pois, que cresçam os gritos de revolta dos professores e a FENPROF quer ampliá-los para que os problemas deixem de ser ignorados e passem a ser resolvidos.
Chamar a atenção
para o que se passa no 1.º Ciclo
Hoje - havendo uma equipa ministerial na Educação que tem demonstrado sensibilidade pelos problemas e resolvido alguns - mais se justifica ainda que se denunciem os problemas do 1.º Ciclo, que têm vindo a agravar-se, num cenário profundamente marcado por sucessivos cortes orçamentais.
É tempo de chamar a atenção para o que se passa no 1.º Ciclo e se lute pela sua resolução. Não apenas em nome dos professores, mas, essencialmente das crianças que são vítimas de políticas que as desrespeitam.
É com esse objetivo que a FENPROF avança com a Campanha Nacional “pela valorização do 1.º Ciclo” - "quese uma campanha SOS" - , que, ao longo de um mês, percorrerá todo o país.
Professores, pais e outros atores educativos darão voz à denúncia e a FENPROF apresentará propostas concretas visando uma profunda alteração da situação negativa que se vive.