Semana da igualdade (2 a 8/mar)

2 de março de 2026

A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH) promove  Semana da Igualdade (2 a 8/mar), em todo o país, num total de 26 cidades e em mais de um milhar de locais de trabalho, com o lema “A igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição”.

A União de Sindicatos do Porto acolhe o encontro distrital “A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos – Cumprir a Constituição” (4/mar, 14h30), que terá um momento cultural, intervenções de dirigentes sindicais, de um advogado constitucionalista e de um resistente antifascista.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, irá ocorrer a manifestação nacional de mulheres, de forma descentralizada, em 19 cidades. No âmbito do SPN, acontecerá em:

  • Aveiro — 14h30, Av. Dr. Lourenço Peixinho (Estação CP)
  • Braga — 15h00, Praça da República (Arcada)
  • Bragança — 15h00, Praça da Sé
  • Porto — 14h30, Praça da Batalha
  • Viana do Castelo — 14h00, Porta Mexia Galvão (antigos Paços do Concelho)
  • Vila Real — 15h00, Praça Luís de Camões​


A igualdade não se conserva sozinha. Ou se defende, ou se perde. E apesar dos avanços, as mulheres trabalhadoras confrontam-se com salários mais baixos, carreiras profissionais estagnadas, precariedade, horários desregulados, discriminações derivadas da maternidade. Enfrentam o assédio. Adoecem a trabalhar. Cuidam de todos — sem tempo para si. Hoje, os direitos são atacados em nome do lucro. Os salários ficam para trás enquanto os preços disparam. Os serviços públicos são enfraquecidos. A Constituição é ignorada por quem devia cumpri-la. Há direitos que vivem no tempo roubado, entre turnos longos e salários curtos, entre creches que faltam e horários que esmagam a vida. Ainda assim, as mulheres trabalhadoras nunca deixaram de lutar. Nos locais de trabalho, nas ruas, na exigência teimosa de respeito e justiça. Na defesa de direitos que não são privilégios, mas condições básicas para viver com dignidade. Serão divulgados, em breve, cinco estudos sobre a Situação atual da Mulher no Trabalho. A profissão docente, tão importante para a consciencialização das novas gerações, acarreta uma responsabilidade acrescida na informação e intervenção, pelo que se apela à participação de todos nas iniciativas programadas e à sua divulgação.



Anexos

Fenprof — Semana da igualdade (2026)

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