Após ronda pelos partidos, por que espera o Presidente?

28 de julho de 2018

Organizações sindicais de professores não compreendem a indisponibilidade do Presidente da República para a audiência solicitada há meses. Por falta de agenda, ela não se realizou. Mais recentemente, há cerca de um mês, as organizações sindicais reiteraram o pedido, porém, provavelmente, de novo, por dificuldades de agenda, o Presidente da República ainda não marcou a audiência solicitada.

As organizações sindicais não esquecem que, em 30 de junho de 2017, o Presidente da República afirmou, que “há outros heróis que estão a mudar Portugal, são os professores de Portugal…”. Se assim é, importa averiguar qual o motivo por que continua sem receber as organizações sindicais representativas dos professores portugueses.

(Ver comunicado das organizações sindicais)

Secretário-geral da Fenprof (27 de julho)

27 de julho de 2018

O Presidente da República não pode continuar a adiar  a reunião pedida pelos sindicatos de professores

Concluída esta importante ronda, fica, apenas a faltar uma reunião: com o Presidente da República.

É curioso que alguém que revela preocupação em relação a tudo o que se passa no país, continue a não encontrar espaço na sua agenda para reunir com os representantes legítimos de um setor profissional que tem desenvolvido uma forte luta em defesa da sua carreira e pela melhoria das suas condições de trabalho. Uma luta cujo impacto social tem sido relevante.

O Presidente da República que, por norma, está disponível para ouvir os portugueses, não pode continuar a ignorar os pedidos de audiência das organizações sindicais de educadores e professores, esperando-se que, para muito breve, marque a que tem vindo a adiar.


Balanço da ronda pelos partidos com representação parlamentar

Depois de reunirem com todos os partidos com representação parlamentar – PCP, PSD, BE, CDS-PP, PAN, PEV e PS –, as organizações sindicais de professores fazem uma avaliação positiva do conjunto de reuniões. Todas as direções partidárias reconheceram razão às razões dos professores, e não apenas em relação às questões relacionadas com a recomposição da carreira. Também aspetos como o desgaste dos profissionais e o seu envelhecimento mereceram um olhar preocupado da parte dos partidos políticos.


Organizações sindicais reúnem com os partidos com representação parlamentar

27 de julho – PS (Direção)

Os sindicatos de professores que, em conjunto, convergem na negociação e na luta em defesa da contabilização de todo o tempo de serviço cumprido pelos professores, reuniram hoje com a direção do Partido Socialista (PS). Desta reunião há assinalar, positivamente, o facto de o PS considerar que esta é uma questão que deverá ser resolvida no quadro da negociação entre o Governo e as organizações sindicais. No entanto,foi com preocupação que os sindicatos verificaram a ausência de uma posição clara do PS em relação à recuperação total do tempo de serviço que esteve congelado, ainda que, em momento algum, os dirigentes socialistas tenham afirmado ser contra essa recuperação total. As organizações sindicais reiteraram a intenção de apenas negociar o prazo e o modo de recuperar os 9 anos, 4 meses e 2 dias de congelamento.

Nesta reunião houve, ainda, a oportunidade para colocar outras questões relacionadas com os professores, como sejam o seu estado de exaustão emocional, o envelhecimento do corpo docente das escolas, o processo de municipalização que se avizinha e os novos currículos ou o regime sobre inclusão escolar. As organizações sindicais reafirmaram a necessidade de serem tomadas medidas que regularizem os horários de trabalho e de ser aprovado um regime específico de aposentação. Por último, manifestaram preocupações  relativamente à publicação tardia de diplomas legais importantíssimos para a organização e funcionamento das escolas, salientando preocupações sobre alguns aspetos daqueles diplomas: regime de inclusão escolar, currículos e regime de avaliação das aprendizagens e o despacho normativo de organização do ano escolar.


12 de julho – PEV (Manuela Cunha)


10 de julho – PAN (Reunião com assessores do deputado André Silva)


03 de julho – CDS (Assunção Cristas)


02 de julho – BE (Catarina Martins)


26 de junho – PSD (Rui Rio)


26 de junho – PCP (Jerónimo de Sousa)