Substituição e prolongamento de horário — Professores exigem respeito! (2006)
10 de março de 2006
Dirigentes da FENPROF concentraram-se junto ao ME, |
PROFESSORES EXIGEM RESPEITO!
Greve de uma semana convocada pela FENPROF às actividades de substituição e prolongamento de horário revelou unidade, firmeza e determinação dos docentes
"Os professores e educadores pretendem que o Ministério da Educação cumpra a legislação em vigor, honre os compromissos assumidos e respeite os alunos, os professores e a boa organização pedagógica das escolas", sublinha o folheto entregue à população, na tarde de 24 de Fevereiro à porta do ME, na Av. 5 de Outubro em Lisboa.
No final da concentração, que reuniu dirigentes dos Sindicatos de Professores da FENPROF, foi entregue no Ministério o abaixo-assinado "Exigimos Respeito", subscrito por mais de 50.000 professores e educadores, em todo o País.
Recorde-se que nesse documento os docentes portugueses reafirmam as suas críticas à política educativa do Governo e exigem:
Esta concentração, durante a qual Paulo Sucena, secretário-geral e outros dirigentes da FENPROF dialogaram com vários jornalistas presentes na 5 de Outubro, realizou-se precisamente no dia em que terminou a greve de uma semana convocada pela Federação Nacional dos Professores às actividades de substituição e prolongamento de horário.
Encerrou uma semana de luta nas escolas que será continuada e aprofundada no futuro, caso o Governo mantenha a sua intransigente posição de "quero, posso e mando", a mais funesta de todas as posições políticas numa área tão complexa como a da Educação que de há muito exige sensibilidade em relação às propostas construtivas apresentadas pela FENPROF e uma postura de diálogo na procura de soluções consensualizadas pelos principais actores da comunidade educativa.
É, pois, num difícil e gravíssimo contexto sócio-profissional vivido pela classe docente que milhares de educadores e professores "manifestam a disposição de continuarem a denunciar esta situação junto de todas as instâncias adequadas, nomeadamente do Senhor Presidente da República, bem como afirmam a sua disponibilidade para participar nas acções e lutas necessárias à defesa da sua dignidade profissional que vierem a ser desenvolvidas pela FENPROF e seus sindicatos", como regista o abaixo-assinado.
Recorde-se ainda que no passado dia 22 de Fevereiro centenas de escolas aprovaram uma moção proposta pelo Secretariado Nacional da FENPROF em que se critica a política educativa do Governo e a atitude anti-negocial do Ministério da Educação e se exigem soluções objectivas para os problemas das escolas (ver em destaques).
Comunicado de Imprensa: SEMANA DE LUTA ACABA COMO COMEÇOU: |
No primeiro dia da Greve às substituições e prolongamentos de horários (dia 20) o Primeiro-Ministro decidiu ameaçar os professores com a realização de substituições no ensino secundário já a partir do próximo ano lectivo, numa clara provocação à luta dos professores, como que dizendo: "Ah, protestam?! Então pró ano levam mais!". Convém referir que as substituições no ensino secundário são ilegais para alunos e professores.
No último dia da Greve (24) o Ministério da Educação resolveu não receber a delegação da FENPROF que transportava a insatisfação dos professores e educadores traduzida nas 50 000 assinaturas recolhidas em todo o país, exigindo respeito pela sua profissão e pelo seu exercício profissional. Assim, foi designada para receber a FENPROF a chefe dos serviços de atendimento geral do ME. Por essa razão a FENPROF decidiu não fazer deslocar nenhum dos seus dirigentes sindicais tendo as assinaturas sido entregues por uma delegação de funcionários/as da FENPROF.
A FENPROF, neste último dia de Greve avalia muito positivamente a semana de luta em que milhares de docentes decidiram não comparecer nos prolongamentos de horários, nem garantir as substituições e outras actividades da componente não lectiva. Foram, ainda, aprovadas centenas de Moções nas escolas, tendo a luta culminado com a entrega destas 50 000 assinaturas e uma concentração de dirigentes dos Sindicatos da FENPROF.
Por fim, a FENPROF reafirma: A luta vai continuar!