<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>inclusão</title><link>https://www.spn.pt:443/Tag/inclusao</link><description>inclusão</description><item><title>PR valida ilegalidades em processos negociais</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/pr-valida-ilegalidades-em-processos-negociais</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;31 de outubro de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As promulga&amp;ccedil;&amp;otilde;es pelo Presidente da Rep&amp;uacute;blica dos diplomas relativos ao recrutamento docente, ao Sistema Nacional de Ci&amp;ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva responsabilizam tamb&amp;eacute;m o primeiro &amp;oacute;rg&amp;atilde;o de soberania pelas consequ&amp;ecirc;ncias das decis&amp;otilde;es tomadas e pela valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ilegalidades nos processos que lhes deram origem. Para a Fenprof n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que o desrespeito pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva promovido pelo governo passe em claro a quem tem por fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o garantir o regular funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof n&amp;atilde;o concorda com o conte&amp;uacute;do dos diplomas promulgados, e afirma que o processo negocial n&amp;atilde;o respeitou a lei. No caso do regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, solicitou expressamente ao Presidente da Rep&amp;uacute;blica que n&amp;atilde;o o promulgasse, face &amp;agrave;s graves irregularidades que denunciou no que deveria ter sido a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar. Afinal, como em outros dom&amp;iacute;nios, o governo est&amp;aacute; obrigado a cumprir com rigor a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Recorde-se que o executivo aprovou este diploma em reuni&amp;atilde;o de Conselho de Ministros, quando a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, pedida pela Fenprof, ainda nem tinha acontecido. Assim, converteu em simulacro uma fase negocial que a lei prev&amp;ecirc;, precisamente para permitir um esfor&amp;ccedil;o derradeiro de discuss&amp;atilde;o das propostas e de procura de aproxima&amp;ccedil;&amp;otilde;es e melhores solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Tal procedimento revela, inequivocamente, uma flagrante desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e pelas estruturas sindicais que representam os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o comunicou estas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao primeiro-ministro e ao Presidente da Rep&amp;uacute;blica. N&amp;atilde;o recebeu, contudo, qualquer resposta &amp;agrave;s quest&amp;otilde;es colocadas. E, ao promulgar o diploma sem se pronunciar sobre as den&amp;uacute;ncias apresentadas, o Presidente da Rep&amp;uacute;blica acaba por dar cobertura ao desrespeito por regras legais, contribuindo para a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, mecanismo fundamental do di&amp;aacute;logo social e da democracia, que vem sendo sucessivamente maltratado pelo governo, seja ao n&amp;iacute;vel da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral, seja da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o setorial. A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva n&amp;atilde;o pode ser convertida numa encena&amp;ccedil;&amp;atilde;o destinada a legitimar decis&amp;otilde;es previamente tomadas pelos governos. &amp;Eacute; um direito dos trabalhadores exercido atrav&amp;eacute;s das suas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas, que exige boa-f&amp;eacute;, respeito pelas regras e considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva pelas propostas apresentadas pelos representantes dos trabalhadores. S&amp;atilde;o procedimentos essenciais em democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o assume especial import&amp;acirc;ncia quando est&amp;aacute; em curso um processo de revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD). A Fenprof n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que um processo com consequ&amp;ecirc;ncias profundas para a carreira e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos educadores e sos professores seja conduzido segundo uma l&amp;oacute;gica em que as decis&amp;otilde;es s&amp;atilde;o tomadas unilateralmente e antes de a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o terminar. Por isso, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige que o governo respeite a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas n&amp;atilde;o desvalorizem den&amp;uacute;ncias de incumprimento das regras que a enquadram. Do Presidente da Rep&amp;uacute;blica, espera que garanta o regular funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas e que assuma a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica da atividade legislativa dos outros &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de soberania, na qual o respeito pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e as suas regras tem um papel determinante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deixar&amp;aacute; de informar a Assembleia da Rep&amp;uacute;blica sobre o quadro de desrespeito pelas regras legais da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, considerando as compet&amp;ecirc;ncias de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente sobre os atos do governo e da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o confere ao parlamento. E promete denunciar todas as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de desrespeito pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e desenvolver as dilig&amp;ecirc;ncias institucionais e sindicais necess&amp;aacute;rias &amp;agrave; defesa dos direitos dos docentes e dos investigadores, da Escola P&amp;uacute;blica e da democracia nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;eacute; um instituto relevant&amp;iacute;ssimo numa sociedade democr&amp;aacute;tica e o estado de direito em que Portugal vive obriga o governo a respeit&amp;aacute;-lo e a promov&amp;ecirc;-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/73000/500/0/9/prpedrosarmentocosta_c.JPG" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/383301a5/prpedrosarmentocosta_c.JPG?v=639290795747365196" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Lusa/Pedro Sarmento Costa&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;17 de setembro, de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;ECD &amp;mdash; Fenprof insta PR a n&amp;atilde;o promulgar o diploma de concursos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ap&amp;oacute;s formalizar protesto junto do ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do primeiro-ministro, a Fenprof solicitou a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Presidente da Rep&amp;uacute;blica face ao desrespeito pelas regras da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva que antecedeu a recente aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo Conselho de Ministros, de um diploma que pretende instituir um novo regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pessoal docente.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No of&amp;iacute;cio enviado, a Fenprof alerta que &amp;ldquo;o diploma dever&amp;aacute; estar a chegar &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica para promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que, salvo melhor opini&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o dever&amp;aacute; acontecer&amp;rdquo;, considerando que tal "constituiria um sinal muito negativo quanto ao respeito por um instituto fundamental para a democracia &amp;ndash; o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;ndash;, instrumento central do di&amp;aacute;logo social no &amp;acirc;mbito da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e mecanismo relevante para a procura de consensos e resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas na sociedade&amp;rdquo;. A Fenprof dirige-se a Ant&amp;oacute;nio Seguro, &amp;ldquo;tendo em conta a atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Presidente da Rep&amp;uacute;blica da responsabilidade de garantir o regular funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas e a compet&amp;ecirc;ncia de promulgar e mandar publicar as leis, os decretos-leis e os decretos regulamentares [&amp;hellip;], solicitando a pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ilegais em que o decreto-lei em quest&amp;atilde;o foi aprovado pelo governo&amp;rdquo;. E, neste aspeto, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera que &amp;ldquo;o diploma n&amp;atilde;o tem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para ser promulgado, n&amp;atilde;o havendo, ademais, urg&amp;ecirc;ncia que possa ser invocada para que tal suceda&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/500/20/2/MANUEL%20FERNANDO%20ARAUJO.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f6962b97/MANUEL%20FERNANDO%20ARAUJO.jpg?v=639252828787710308"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Lusa/Manuel Fernando Ara&amp;uacute;jo&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;</description><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 21:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/pr-valida-ilegalidades-em-processos-negociais</guid></item></channel></rss>